segunda-feira, 17 de julho de 2017

BLADE RUNNER 2049 - Trailer 3


Bom, o clima noir se foi, está ali mais servindo de referência ao antigo.
O trailer está formatado pra chamar atenção da galera que quer adrenalina, mas acho que não está agradando ao pessoal que está esperando conteúdo similar ao original.
Mas como é o Villeneuve e ele curte um cinemão mais pensante, podemos ter boas surpresas.





ADAM MCKAY - Diretor



Adam McKay (1968 - )não é aquele grande diretor que costuma concorrer a Oscars como Woody Allen ou tem uma legião de fãs fiéis como  Peter e Bobby Farrelly. Na verdade, só nesta década é que fui notar como o cara era bom e dominava a sua arte. E quando ele juntou a comédia besteirol com crítica político-social em OS OUTROS CARAS, ele simplesmente ascendeu ao nível dos grandes diretores do gênero. E a seguir deu um grande passo ao buscar a comédia dramática no excepcional A GRANDE APOSTA, filme sobre a crise americana de 2008 que derrubou economias no mundo inteiro e concorreu ao Oscar. Assunto do qual ele já havia começado a tratar em OS OUTROS CARAS.  Mas antes disso vieram várias ótimas comédias com seu parceiro de produtora (Gary Sanchez Productions) e ator-fetiche, Will Ferrell, com o qual trabalha há muitos anos e com quem co-escreve os roteiros da maioria de seus filmes.

Mas para entender melhor seus filmes e seu processo de trabalho, selecionei perguntas de entrevistas sobre filmes diferentes , pois nada melhor do que saber do próprio diretor.

Sobre OS OUTROS CARAS

Como o filme foi criado? O conceito de paródia veio primeiro? E Will Ferrell estava definitivamente envolvido?

Existe sempre um ponto onde você encontra aquilo que procura. No caso de O ÂNCORA: A LENDA DE RON BURGUNDY (2004), foi Will que assistiu uma entrevista com um âncora de TV dos anos 70 falando sobre como eles eram sexistas. E foi o tom de voz dele que Will adorou. Como RICK BOBBY - A TODA VELOCIDADE, foi o NASCAR, Bush, os estados caipiras da América. Mas com este filme, foi na verdade um jantar com Mark Wahlberg.

Nós saímos com ele e Will e Mark sentaram um ao lado do outro e Mark nos fez rir a noite toda. Ele é um ótimo cara, muito engraçado. E qundo eu fui embora eu disse "vocês dois tem que fazer um filme, essa foi uma das químicas mais interessantes e bizarras que eu já vi e ele (Mark) certamente sabe como jogar ."

Essa foi a gênesis do projeto, e somente por olhar eles e baseado no histórico de Mark, eu pensei, bem, deveria ser uma comédia de ação. Nós ainda não havíamos feito aquilo, e isso era muito empolgante.

E então eu tive esse ideia dos outros caras, os caras que ficam nas mesas ao lado dos superastros. E pra ser bem franco, foi só lá pela metade da coisa toda que eu percebi que nós estávamos fazendo um filme de parceria policial. Não nos passou pela cabeça porque, vamos encarar, de uma certa forma é um gênero quase morto.

Na verdade, eu diria que o único filme bom de parceria policial feito nos últimos 10 anos foi CHUMBO GROSSO. Não consigo lembrar de mais nenhum. Então, de repente a gente tava tipo, "Ah, meu Deus.
Estamos fazendo um filme de parceria policial," e nós estávamos tentando mesmo não fazer daquilo uma paródia. Mas, apenas pela qualidade de ser um filme de parceria policial, ele é uma paródia. É como fazer uma comédia que é um Western.

Imediatamente, é uma paródia, mesmo que nós estivéssemos fazendo tudo diferente, ou tentando mudar as coisas. Você sabe que tem que acertar determinados pontos e é assim que funciona. Logo a gente meio que sabia disso. Nós falamos, "Então tá, vai ser um filme de parceria policial. Vamos fazer o melhor pra fazer dele o mais original e engraçado que pudermos. Provavelmente vamos fracassar em alguns pontos, e nesses pontos vai ser uma paródia." Foi assim que começou.

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Sobre TUDO POR UM FURO

Como se desenvolve um roteiro desses?

Bom, foi sempre sobre aquela ideia.  Assim que se tem essa espinha dorsal, o tema principal, você constrói tudo ao redor disso. Assim que tivemos a ideia do canal de notícias 24 horas, nós soubemos, "O filme vai ser sobre isso." Então escrevemos um texto de 25 páginas que era um monte de merda que a gente queria ver no filme. Não precisa ter nada a ver com a história. Pode ser tão aleatória quanto uma canção romântica para um tubarão, vale qualquer coisa. A primeira de todas, Ferrell disse, "Eu acho que ele precisa tocar flauta de jazz." E nós... "Boa. Ele vai tocar flauta de jazz." E aí você tem esse monte de ideias amontoadas e quando acaba você vai e tenta aplicá-las no tema principal. Você examina o que cola e o que não cola. E às vezes você diz, "Foda-se! A gente vai colocar isso de qualquer jeito." E outras vezes... "Bem, não tem jeito de fazer isso funcionar." Tirando isso, você faz suas guias, faz o primeiro tratamento, que normalmente tem 160 páginas e é uma confusão só. Aí você ajeita aquilo e acaba com 120 páginas. A gente nunca para de reescrever. Você faz outra leitura de mesa, basicamente até começar a gravar, e você fica reescrevendo constantemente. A ideia é ter um roteiro tão forte que te permita improvisar porque você sabe que tem um bom roteiro. Então, junto com a improvisação, a pressão vai embora. Você não depende tanto dele.    

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Sobre A GRANDE APOSTA

Como você alterou seu estilo de comédias besteirol para A GRANDE APOSTA? Você trabalhou com o Diretor de Fotografia Barry Ackroyd nele, com uma estética câmera na mão e acompanhamento de personagens. Em uma conversa recente com Paul Thomas Anderson, você mencionou que comédia são gravadas tradicionalmente com planos estáveis, centrados nos atores, enquanto quem em A GRANDE APOSTA você conseguiu ótimas risadas com uma câmera que praticamente voava pelo ambiente.

Acho que toda história, todo filme, tem uma forma como necessita ser contado. Eu acredito que a forma serve a função. E no caso desta história, eu senti que ela era um história oposta à MARGIN CALL - O DIA ANTES DO FIM  e WALL STREET, que são mais sobre o lado do poder. Esta é mais sobre os caras nervosos, marcados pela pena e levados pela ansiedade que estavam na beirada de tudo. Por isso eu sempre soube que queria gravar esse filme num formato verité, meio que num estilo Costa-Gavras. Eu assisti vários filmes dele. E quando se começa a falar desse estilo visual, tem um nome que vem a frente de todos que é o Barry Ackroyd, uma dos melhores Diretores de Fotografia vivos. Nós não queríamos ficar presos num monte de planos médios parados de pessoas em celulares - nós queríamos estar dentro desses momentos, sentir a incerteza, a ansiedade e a empolgação desses caras.  

A parte que me surpreendeu foi que, normalmente, na comédia te dizem para manter o plano bem parado pra deixar o ator e as ideias criarem a comédia, e não o plano. E eu fiquei empolgado ao ver nesse filme que mesmo tendo essa estética verité, nós estávamos conseguindo boas risadas - o que me fez pensar que o público está se tornando rapidamente bastante sofisticado em relação a estéticas visuais. 

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domingo, 2 de julho de 2017

INUMANOS - Trailer



E as séries de super-heróis continuam bombando tanto na TV quanto no cinema. Agora é a vez da saga dos Inumanos, criados por Jack Kirby e Stan Lee para uma história do Quarteto Fantástico.
Não espero muita coisa da série, mas espero que seja interessante, dada a origem cósmica dos personagens.




ALEX ROSS - Galeria

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Quadrinhista americano, popular por suas HQs de realismo fotográfico. Embora seja mais conhecido do grande público por seu trabalho nas duas grandes editoras de “comics” (Marvel e a DC Comics), Alex Ross também realizou trabalhos para outras companhias e empresas. Ele é, por exemplo, co-criador da série “Astro City”, série de super-heróis publicada pela Image e Homage.

Entre os trabalhos de Ross destacam-se "Marvels" (Marvel, 1994, minissérie em quatro partes) e "O Reino do Amanhã" (DC, 1996). No final dos anos 90 e começo dos anos 2000, Ross lançou em parceria com Paul Dini histórias em formato tablóide comemorando o aniversário de 60 anos dos ícones "Superman", "Batman", "Mulher-Maravilha" e "Capitão Marvel".

Outros trabalhos incluem os gibis de "O Exterminador do Futuro" (baseado no filme), "Miracleman" (o antigo "Marvelman"), "Tio Sam", "Terra X", "Space Ghost" e "Fantasma".

Texto do site Guia dos Quadrinhos.











 Em colaboração com Bruce Timm.


sábado, 17 de junho de 2017

PANTERA NEGRA - trailer


Mal saiu o trailer de Pantera Negra e alguns racistas andaram reclamando de que o filme tem negros demais. 90% dos filmes americanos é composto de elenco majoritariamente branco, mas basta aparecer um filme diferente que aí não pode.


SOCIEDADE DA VIRTUDE - Animação


O diretor e um dos idealizadores do PORTA DO FUNDOS, Ian SBF escreve e dirige essa série nacional tipo exportação (em inglês com legendas em português) sobre super-heróis.

Deixo aqui o trailer e os dois primeiros episódios dessa genial paródia sobre o universo super-heróico.





sexta-feira, 2 de junho de 2017

VALERIAN E A CIDADE DOS MIL PLANETAS - Trailer



Valerian é um dos mais conhecidos quadrinhos franceses de ficção científica e essa superprodução parece fazer justiça à obra do grande roteirista Pierre Christin e do ilustrador Jean-Claude Meziéres. Apesar de tudo, confesso que tenho medo da direção de Luc Besson, que costumo achar muito artificial, especialmente quando ele trabalha com excesso de efeitos especiais e esquece de focar nos personagens em favor da ação hiperbólica. Espero estar errado.




NATALIE PORTMAN - Galeria



Natalie Hershlag nasceu em 1981 em Jerusalem, Israel. Sim, ela é israelense e o sobrenome Portman foi adotado após ela começar a trabalhar em filmes e para que não fosse importunada ou reconhecida no colégio, onde usava seu nome de batismo.

Aos 11 anos foi descoberta por um agente de modelos em um pizzaria e embora tenham tentando emplacá-la nessa carreira, ela mesmo preferiu tentar ser atriz. Após alguma prática no teatro, ela estreou no cult movie O Profissional (Leon, 1994) aos 13 anos. Apesar de eu achar que o filme tem um roteiro ruim, eu fiquei hipnotizado com a presença dela na época. Pois é, muito adulto ficou meio envergonhado de sua fascinação por ela na época. Foi a Chloe Moretz dos anos 90.

Da mesma forma ela atraiu olhares de grandes diretores da época e lá foi ela trabalhar com Martin Scorsese (Fogo Contra Fogo) e Tim Burton (Marte Ataca!).  Nessa época ela já era vegetariana há alguns anos  e em 2009 assumiu o veganismo e hoje tem até sua marca de calçados veganos.

Em 1998 ela foi escalada para ser a futura mãe da Princesa Leia na mega aguardada "continuação" de Star Wars. Infelizmente os filmes ficaram muito abaixo do nível da trilogia original e a carreira de Portman quase acabou por conta da nova trilogia, pois como Lucas não dirigia atores, ela foi deixada a própria sorte e entregou uma performance fraca durante anos seguidos. Sua sorte mudou em 2004, quando Mike Nichols a chamou para atuar em Closer: Perto Demais e pode comprovar seu talento para papeis dramáticos.

Finalmente, em 2010, Darren Aranofski a catapultou ao Oscar com seu filme Cisne Negro. Depois de receber o cobiçado troféu de Melhor Atriz, ela não fez boas escolhas e atuou em filmes que não fizeram muito sucesso com a crítica ou que a deixassem explorar seu potencial. Blockbusters como a franquia Thor da Marvel a mantém visível, mas não garantem muito mais do que um bom contracheque.  Mas eis que em 2016 ela é indicada para o Oscar novamente por Jackie. O que demonstra que ela ainda tem fôlego, basta escolher os filmes certos. 










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sexta-feira, 26 de maio de 2017

SUPERGIRL (EUA, 2015 - ) - 1ª Temporada

Você vai acreditar que uma mulher pode voar.
A Personagem

Nos quadrinhos, Supergirl fez parte da leva da família de kryptonianos que viviam surgindo na Era de Prata, incluindo até mesmo um Super-Cavalo. Criada em 1958, ela é certamente a melhor e mais duradoura personagem dessa fase um tanto sem noção.  Embora ela tenha tido diversas variações e nomes diferentes ao longo das décadas, Kara Zor-El é o mais popular. Nos quadrinhos, sua melhor fase foi a escrita por Peter David e ilustrada por Gray Frank (foi publicada pela editora Abril).


 Capa original da primeira aparição de Supergirl.

A Série

Atenção: contém spoilers.

Como Flash, Supergirl também se baseia no carisma e simpatia de sua protagonista, Melissa Benoist. Apesar de ter menos dramaticidade do que Flash, a intenção da série é justamente ser mais leve e ingênua do que as demais séries da DC produzidas pela Warner. Uma resposta dos produtores ao tom mais sombrio e tenso do Superman dos filmes da DC no cinema? Provavelmente.

O fato é que o público está gostando das aventuras de Garota de Aço e como a própria série faz questão de apontar, o empoderamento feminino também faz parte da narrativa. Um ótimo exemplo para o público jovem feminino.  E para os rapazes também.

Ótimo poster promocional emulando capa de quadrinhos e a famosa corrida entre Flash e Superman.

Na primeira temporada, Supergirl revela sua existência para a humanidade (embora suas ações acabem basicamente restritas à National City por conta do orçamento), enfrenta vilões kryptonianos que estão há muitos anos no planeta (e que por alguma razão não conseguiram derrotar Superman nem conquistar o planeta pela força), se associa a uma agência secreta responsável por monitorar e prender criminosos alienígenas (um MIB metido a sério), conhece O Caçador de Marte (que mesmo quando não precisa, faz questão de permanecer humano) e finalmente tem um crossover divertido com Flash (Grant Gustin) no episódio Melhores do Mundo (Aeeeeee).

Além de muitas referências aos filmes, séries passadas e quadrinhos, o elenco conta com participações pontuais de Helen Slater (a Supergirl cinematográfica de 1984) e Dean Cain (o Kael-El de Lois & Clark - As Aventuras de Superman, série dos anos 90). A primeira temporada também conta com a atriz Laura Vandervoort (a Supergirl de Smallville) como Indigo, uma versão feminina de Brainiac com um visual completamente Mystique (versão cinematográfica). E entre os muitos atores, duas curiosidades bizarras: uma atriz chamada Harley Quinn Smith e um ator chamado Justice Leak (de Justice League?).

 Boa parte do orçamento vai em efeitos especiais.
Embora alguns fiquem acima da média, sempre tem aquelas cenas em que você nota a falta de grana.

Apesar dos 3 milhões de orçamento por episódio serem um valor bem alto para uma série de TV, a série sempre deixa a desejar nas sequências de lutas, mesmo comparadas com o Superman II com Christopher Reeve. Golpes que deveriam mandar adversários dezenas de metros para trás ou afundá-los no asfalto, não são diferentes de nenhuma briga entre mortais comuns. Isso até acontece, mas com muita economia. Uma solução simples, rápida e barata para isso seria tremer a cena digitalmente para dar a impressão de onda de choque e adicionar um som impactante a cada golpe. Também colocar um flash branco (como faziam nos desenhos da Liga) no momento do impacto de um golpe não faria mal algum. Isso tem o custo zero de alguns frames em branco.

A primeira temporada ficou em 39º lugar entre as mais assistidas e manteve uma média de quase 10 milhões de espectadores.  Mas a renovação para a segunda temporada só foi possível porque os produtores conseguiram reduzir seus custos originais ao se mudar para Vancouver, no Canadá, local onde muitas séries americanas são gravadas por conta de mão de obra mais barata. Isso fez com que Calista Flochart (Cat Grant) deixasse a série porque ela estipulou em contrato que só  trabalharia nela se permanecesse em Los Angeles. Mas foi acordado que ela viajaria para o Canadá para participações especiais na segunda temporada.

Com participação do próprio Superman, Flash e outros heróis na segunda temporada, Supergirl tem potencial para voar mais alto se diminuir um pouco certos draminhas bobos dos personagens e se concentrar em diálogos mais divertidos (não necessariamente engraçados).  


O trailer foi criado para chamar o público feminino e dá a impressão de uma comédia romântica com música pop de mau gosto, mas o seriado consegue ir um pouco mais além disso.


Quando eu acabar de assistir a segunda temporada, tem mais.